3DS

[Cantinho do Pirralho] Aeternoblade - Uma espada que controla o Tempo

agosto 10, 2016


   Aeternoblade é um dos muitos titulos de acção e aventura, disponibilizados através do serviço digital de Nintendo, para a 3DS. Contando uma história de vingança, Aeternoblade, desenvolvido pela Corecell Technology, coloca-nos na pele da jovem guerreira, Freyja, cuja aldeia foi devastada pelo senhor das sombras, o imortal Beladin. Incapaz de o vencer, pelos meios convencionais, a nossa heroína recebe a preciosa ajuda de uma enigmática feiticeira, Vernia, que a ensina a usar a poderosa espada, Aeternoblade. Servindo-se do poder desta, Freyja pode fazer o próprio tempo retroceder, bem como ferir Beladim. Tudo isto é-nos, parcialmente, revelado na intro do jogo. E é com isto que se lançam os dados para uma estonteante aventura.


   A plot do jogo é, contudo, típica e sem grandes foco de interesse, no entanto, a personagem principal, Freyja chama bastante à atenção, graficamente falando. O mesmo não acontece com o resto do cenário e, particularmente com os inimigos. Tanto uns como outros mostram-se banais, pouco detalhados e demasiado genéricos. Temos a típica caverna, floresta e ruínas, por exemplo. As cores baças e sombrias até podem ajudar à temática do jogo, mas, por outro lado vêm salientar, ainda mais, o quão desinteressantes conseguem ser os mesmos. Os inimigos repetem-se e somente nos bosses é que encontraremos algum interesse estético. É nestes que se encontra a maior oposição ao nosso triunfo no jogo. Enquanto que para os restantes adversários o simples “button smash” (de que falarei mais adiante) bastará, para os Bosses não é assim. A luta com estes irá assentar no clássico decorar dos padrões de ataque dos mesmos e no uso da mecânica de fazer retroceder o tempo. O domínio desta habilidade é fundamental, se quisermos vencer os níveis mais avançados e a sua utilidade não se cinge somente aos bosses, mas a todo o jogo, na resolução de puzzles e no evitar dos pitfalls, por exemplo. Esta habilidade conta com a sua própria barra de energia, pelo que é necessário cautela no sue uso contínuo, visto ser morosa a sua reposição.


   Freyja, que conta com um sistema de Level Up e de Character Setup, muito semelhantes aos usados em RPG's, pode, por vezes, mostrar-se um pouco difícil de controlar e até um pouco fraca, no entanto, a IA limitada dos inimigos, bem como os tais sistemas, permitem a progressão rápida da força da mesma. Os ataques de Freyja variam de combos normais, para outros que atingem todos os adversários no cenário, com o custo da barra de “magia”. Assentes no típico “button smash”, os combos têm a particularidade de variarem conforme a sequência de botões pressionada, para os efectuar.


   Aeternoblade vive muito de backtracking, pelo que o sistema de save e de teleporte presentes no jogo são deveras úteis, ao não cansar o jogador com um ir e vir constante pelas mesmas áreas. A música não deslumbra, mas consegue cumprir com o seu papel, ao criar atmosfera pedida a um título destes.


   Em suma, Aeternoblade é um jogo mediano, mas fácil de jogar, que irá parecer bastante familiar aos fãs da série Castlevania, pelo seu backtracking, level up e sistema de luta. Embora não seja o melhor dos jogos, não é o pior. Se não têm nenhum Castlevania ou se desejam experimentar um título de acção, Aeternoblade não é um mau jogo para se começar.



Escrito por: Ivo Silva
(podem ler muito mais sobre comics, jogos e demais temas geek no blog: http://culturaeartepop.blogspot.pt/)

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Pirralha